quarta-feira, 6 de abril de 2011

Por que você deve ter filhos

Conheço algumas pessoas que não querem ter filhos, e me sinto na obrigação de tentar explicar por que elas devem ter sim. Pra início de conversa, estou falando de pessoas que têm situação financeira boa e estável, relacionamento serio, etc. (sempre tem um espírito de porco pra querer dar aula de sociologia, geografia, biologia, antropologia, e falar que muitos não têm condições, não podem, essas coisas). Portanto, esse post vai para pessoas que têm condições de tê-los, e só não os têm por opção (deixando claro que não vou falar de catolicismo aqui).

O motivo principal é bem simples: família. Família é tudo de melhor que existe na nossa vida. Lógico que não existe família perfeita, mas os laços sanguíneos (ou não) criam uma relação divina que é o grande presente (e base) que o homem recebe ao nascer, e não precisa nunca se desfazer dele, apenas mantê-lo. Não existe nada melhor do que casa cheia, almoços de domingo na casa da avó,  Natal em família... Eu ainda não sou mãe, mas deve ser incrível ser acordada no final de semana com as crianças pulando na cama, ver seus filhos brincando juntos, depois brigando, fazendo as pazes e brincando novamente, vê-los unidos conspirando sobre como sacanear os pais (no bom sentido da palavra). Vê-los cuidando dos filhos um do outro e enchendo sua casa de alegria desde o primeiro momento em que apareceram. 

Parêntese: dia desses estava comentando com a minha mãe sobre como é engraçado quando acontece um marco na nossa vida e a gente dorme, acorda e lembra da nova situação. Por exemplo, compra um cachorro, acorda no dia seguinte e lembra "caramba, tenho um cachorro!", ou "caraca, estou em Paris!". Imagina quando você acorda na sua primeira manhã e lembra "eu sou mãe".

Já ouvi dizerem também que outro motivo para não ter filhos é ter que deixar de fazer viagens e coisas de que se gosta por causa deles. Nos primeiros anos tudo bem, não se pode ter tudo sempre, mas depois a vida volta ao normal. Os filhos crescem, e ainda haverá uns 50  anos no mínimo para viagens e afins. E na velhice, os filhos não tidos farão muita falta. Também não sei se um ou dois anos sem ir pros EUA compensam os dias dos pais sem desenhos, os cafés da manhã sempre para dois e os Natais cada vez mais vazios.

Tenho um tio -  muito sábio por sinal, daquelas pessoas que a gente ouve em silêncio e depois pede benção - que no último Natal em que fomos pra Porto Alegre (minha família materna é de lá), disse que o nosso Natal era uma renovação de amor. É exatamente isso. Não importa quanto tempo fiquemos sem nos ver, o amor é enorme e eterno.

Outra campanha que levanto a bandeira é a de que um filho é pouco, pois todo mundo merece um irmão. Sem dúvida, a vida é outra com eles. Mas isso é assunto pra outro post!